A Mão  

Postado por Elizabete

A mão que fala por sinais
Abrange os nossos ideais
E tem as suas expressões
Mão que acalanta uma flor
Mão que aquece com seu calor
Todas as nossas emoções

Mão que num simples aceno
É um afago bem ameno
Quando vem as despedidas
Acenando num simples adeus
Juntando as palmas roga a Deus
Mostrando estarem sempre unidas

A mão é uma fonte de energia
Quando vai descrevendo a poesia
Em tudo o que a gente faz
Apertando uma outra mão
Sela uma grande união
E representa um pacto de paz


Direitos autorais protegidos pela lei 9610/98


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A volta do Boiadeiro  

Postado por Elizabete

Lá no interior de Belém
Onde a lei não existia
Mais forte do que ninguém
A minha própria eu fazia

Em Belém ficaram registrados
Perdendo-se nos calendários
E até hoje ainda são lembrados
Os meus feitos audazes legendários

Quantas saudades senti
Ah! que saudade me dá
Da terra em que outrora eu vivi
Da minha Belém do Pará

Saudades dos meus amores
Do açaí e do tacacá
Dos lindos campos em flores
E o canto do sabiá

Dos vales, dos bosques floridos
Da relva beijando o vento
Dos meus amores perdidos
Dentro do meu pensamento

Quando o rio ia enchendo sorrateiro
Tombava na dura terra enfraquecido
O corpo do grande boiadeiro
Sabendo que jamais seria esquecido

Na mente trago lembranças de fogueiras
E lá no fundo, juntinho do coração
As saudades daquelas noites fagueira
Do luar formoso do meu sertão

Do vento assoviando
Nos verdes vales em flores
Onde o Uirapuru vivia cantando
As saudades dos meus amores

A mata formosa e verdejante
Qual um tapete macio
Cumprimentava o viajante
Refletida nas águas do rio

A pistola era minha companheira
Herança maior que meu pai deixou
De todo o sertão foi a mais ligeira
E sendo assim a que mais matou

A fogueira que me aquece
Desperta os meus sentidos
E se o inimigo não esquece
Não esqueço também seus gemidos

O fogo ardente que aquece e ilumina
Esconde às vezes o perigo da fumaça
E o mesmo fogo ardente te fascina
E bem depressa a tua vida passa

Hoje na luz é que eu entendo
Que o bem é força sem igual
A prenda no verso que estais lendo
Que só o bem não acaba mal

Outrora onde foi minha morada
Encontrarás a ruína que ficou
Mas sentirás na natureza enamorada
A fibra do boiadeiro que voltou

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Mensageiro da fé  

Postado por Elizabete

A verdade está no copo de bebida
Vai te afoga no tormento do teu ser
Olha o fim da tua própria vida
E vê se isso te minora o sofrimento de viver

Quando o homem se livrar da utopia
Será mais claro o ser que avança
Não será um Nero em plena orgia
Então o homem a Deus alcança

Procria esse grão que te consola
Entra na própria imensidão
Estende a mão pega essa esmola
Acaba com a eterna solidão

A verdade é mensageira
E tem o seu significado
Se a tua fé for verdadeira
O teu mundo está guardado.

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